Encontrei o sol

Já fui dura
Nua... Crua
Senti-me na rua
Mas
Mesmo assim
Admirei a lua!

Pensei que a minha vida...
Daria um nó
Ou se transformaria num pó
Porque não vi ninguém com dó
Mas
Mesmo assim
Encontrei o sol!

(Adelaide Costa)

Imposto insistente!

Eu fui bancária
Durante alguns anos
Numa determinada época
Nasceu um tal de imposto provisório
Que por mais que eu reze
Não consigo vê-lo num velório.

Este imposto é insistente!
Inconveniente... Negligente!
Pois, ele sempre consegue...
Enganar a gente!

Isso que é imposto
Que mesmo não sendo...
De nosso gosto
Ele visita nossas contas
Sem a nossa permissão
Leva o que quer
E ainda participa
DO MENSALÃO!

(Adelaide Costa)

O fracasso é necessário!

Foi errando muitas vezes
E perdendo o que eu queria
E tinha
Que eu consegui
Construir
A minha vidinha.

O fracasso é necessário!
Para chegarmos algum dia
Num topo de um palácio!

Muitos se sentem ferrados
Quando...
Algo dá errado
Inocentes estes muitos
Que cometem tais pecados!

(Adelaide Costa)

Sou atriz!

Sinto prazer
Porque sou atriz
Pois...
Amo fazer
Outras vidas
Construídas
Por pessoas instruídas!

Atuar! Atuar!
Para que esperar!
Com... Ou sem dinheiro
Vou atuar!
Para um dia
Chegar num topo
De um altar!

(Adelaide Costa)

O seu amor

Se você tem um amor
Ame-o com fervor!
Driblando ao mesmo tempo
Todos os contratempos!

Se o seu amor
Desviar os olhos
Para um outro amor
E você perceber...
Que houve um alô
Jamais demonstre
Que não gostou.

Pois, certamente...
O seu amor
Reconhecerá... Que errou.
E sentirá remorso
Por não ter
Dado-lhe valor!

(Adelaide Costa)

Tem gente que não tem fé!

Tem gente
Que não tem fé!
Por isso anda meio a pé
Sem saber o que quer!

Tem gente
Que não tem direção
Vive sem pretensão
Portanto, não gera...
Uma grande emoção!

Precisa existir gente
Quente!
Que luta e acredita
Que só o persistente
Consegue provar
Que é gente!

(Adelaide Costa)

Somos filhos do mesmo pai

A única certeza que eu tenho na vida
É que eu nasci...
Para um dia morrer!
Portanto...
É preciso viver!

Somos filhos do mesmo pai!
Por isso somos iguais
Porque retornamos através da morte
E a nossa única sorte
É saber que...
O que nos faz diferentes
É a vida que cada um de nós vive
Sem pensar nesta falta de sorte
Chamada morte!

(Adelaide Costa)

Um gordinho!

Um gordinho
Resolve perder uns quilinhos
E se transforma...
Num homem bonitinho!

Uma mulher
Ao se deparar com ele
Encanta-se!
E ele
Que só admira-a
Topa namorá-la!

Mais tarde
Esta mulher
Que ele só admirou
Serviu de ponte
Pra ele encontrar...
O seu verdadeiro amor!

(Adelaide Costa)

Minha primeira peça

Quando escrevi
Minha primeira peça
Fiquei feliz!
E pra montar
Não tive pressa!

Depois escrevi a segunda
Terceira... Quarta...
Quinta... Sexta!
E quando dei conta
Estava besta!

Por não querer acreditar
Que consegui tudo isso
Mesmo sem estudar!

Todavia, estudei...
Para atuar!
E não para criar textos
Que eu pudesse
Atualmente montar!

Acredito em vocação
Que para muitos
Não passa
De uma grande ilusão!

Entretanto, querendo ou não...
Todos
De alguma forma
Um dia terão!

(Adelaide Costa)

O produtor sem malícia

Um dia...
Trabalhei para um produtor
Que como presente
Proporcionou-me
Personagens em sua peça
Que me cansava
E no final me deixava fraca!

O meu colega
Amigo dele
Fez de tudo... Para que um dia...
Estes personagens lhes pertencessem!

O produtor sem malícia
Acabou cedendo
O que ele queria
E me colocou
Numa fria!

E quando eu me dei conta
Estava fora da peça!
Aborrecida
Louca e destruída!

Sem saber
Que futuramente
Eu criaria os meus próprios textos
Montaria as minhas peças
Para depois
Comemorar com festas!

(Adelaide Costa)

A minha mãe grávida de mim

A minha mãe
Grávida de mim
Foi andando para o hospital
Com uma fome
De animal!

E quando eu
Recém nascida
Cheguei em casa
Não encontrei nada!

Então a minha mãe
Pegou um lençol
E transformou
Em algumas fraldas
Para que eu pudesse...
Ficar calma!

O meu pai
Foi melhorando financeiramente
Trocou de emprego
E como presente
Comprou uma casa
Pra gente!

(Adelaide Costa)

Ter ou ser?

O mal do mundo
É só pensar
No poder!
A humanidade
Cheia de vaidade
Tem que esquecer
O termo
Chamado ter!

Todavia
O que traz prazer
E sucesso
Ainda que momentâneo
É o termo
Ser!

(Adelaide Costa)

Ele olha e ela não dá bola

Um homem
Quando está acompanhado de uma mulher
E por ele, passa uma outra, que ele olha...
E ela não dá bola
Ele disfarça
Para não ficar sem graça!

Principalmente
Quando a mulher dele
Percebe tudo
E não se queixa
Pra ele não perceber a deixa!

Mas, mesmo assim...
Ele insiste
E sua mulher
Que também é insistente
Sorri!
Na esperança
De que ele possa
Desistir!

Desiludido
Ele desiste
E sua esposa que não ligou
No final
Ainda é chamada...
De meu amor!

(Adelaide Costa)

Esperança

Um dia...
Eu visitei um orfanato
E lá...
Encontrei crianças
Que me cheiravam
Como se eu fosse...
Um bolo confeitado!

Sai de lá...
Muito triste
Porque apesar de ser...
Paparicada e idolatrada por eles
Não pude ser...
Mãe deles!

Mas, oro todo santo dia!
Para que cada criança
Encontre uma mãe
Chamada esperança!

(Adelaide Costa)

Ele realmente cuidou!

Um dia
Eu conheci um rapaz
Que se encantou!
Ele me falou...
Que cuidaria de mim.

E ele
Realmente cuidou!
No dia...
Que me deixou!

Pois, foi a partir daí...
Que eu conheci
O meu marido
Que sempre me amou!

(Adelaide Costa)

Que praga!

Um homem
Sempre pode tudo!
E a mulher
Nunca pode nada!

Talvez
A culpa...
Seja da própria mulher
Que não sabe se impor
Perante aquilo...
Que quer!

Quando um homem
Faz e se satisfaz
Fica tudo em paz!

Mas, quando a mulher...
Busca se satisfazer
Pra encontrar...
Este mesmo prazer
Ele a maltrata, destrata...
E ainda espalha
Para que todos saibam de sua falha!

E quando todos ficam sabendo
A mulher passa a ser descriminada
E encostada!

A mulher sofre
Não dorme... Não corre...
Mas, morre!

De vergonha...
Por se sentir execrada...
Que praga!

(Adelaide Costa)

Falar ou calar?

Melhor do que falar
É calar!

Precisamos ter cuidado
Com o que sai da boca
Pois, esta boca...
Pode acabar oca!

Oca
Por falar demais
Porque no futuro
Poderá perder a paz!

Deve-se perder
Bens materiais
Mas, a paz...
Jamais!

(Adelaide Costa)

Nasci pobre e chorona!

Nasci pobre e chorona
Com grandes dificuldades
Mas, quando dei conta...
Estava moça e já tinha idade!

Suficiente para entender
Que a vida precisa de contrastes
Alegria, tristeza, amor e desastres...
Para dar valor a felicidade!

Temporária ou não
Todos almejam esta felicidade
Pra poder viver
Com serenidade!

Pois, só assim...
Alcançamos a tranqüilidade!
Tranqüilidade essa
Que muitos, sem pressa...
Conquistam de uma forma correta
E comemoram com festa!

(Adelaide Costa)

Cobra disfarçada de cordeiro

Existe pessoa
Que se mostra boa
Mas, no fundo...
É dissimulada!
Porque é fraca...
E desinteressada!

Fraqueza essa
Que a torna
Cada vez mais
Fútil e embaraçada!

Talvez seja o medo...
De enfrentar a verdade...
Com humildade, coragem...
Versatilidade e serenidade!

Ah! Quem dera...
Se na vida
Ao invés de existir cobra disfarçada de cordeiro
Existisse, apenas...
Cordeiro acompanhado de um grande herdeiro!

(Adelaide Costa)

O Que é o amor?

O que é o amor?
Será que é viver
Sentindo calor
Ao lado de quem
Nos abraçou

O que é o amor?
O que é o amor?
O que é o amor?

Amar... Amar...
Pra que esperar
Se for feliz
Eu vou lutar

E conseguir
Me libertar

O que é o amor?
O que é o amor?
O que é o amor?

Amar é viver
Pra sempre querer
Buscar em você
Aquele prazer
Que me ajuda a dizer
Não vou lhe esquecer

O que é o amor?
O que é o amor?
O que é o amor?

O que é o amor?

(Adelaide Costa)

Dinheiro chato!

Dinheiro chato!
Que compra tudo
E ao mesmo tempo
Destrói uma relação de fato!

As pessoas lutam!
Um...
Consegue muito
Outro...
Consegue pouco.
Mas, o que interessa mesmo...
É o dinheiro no bolso!

Pobreza jamais!
Porque só a riqueza
É capaz
De atrair...
Uma pessoa de cartaz!

(Adelaide Costa)

Ajudar é bom!

Sou boa!
Porque quero ser
Pois, nasci pra ter...
Vontade de fazer a caridade!

Ajudar é bom!
É colaborar
Com quem precisa de um sorriso
Um afago
Um alimento para o corpo
Ou até mesmo para o espírito!

Não vou desistir
De estender a mão!
Não importa se é conhecido ou não
Porque, ajudar faz bem...
Ao meu coração!

(Adelaide Costa)

Preciso viver!

Não sei se sou chata!
Só sei...
Que muitas vezes
Com homem ou com mulher
Tenho vontade de apertar uma gravata
E depois dá no pé!

O por quê?
Não me pergunte
Mas, quero lhe dizer...
Que o mundo está assim de gente
Querendo nos deter!

Não sei se é por pouco tempo
Só sei...
Que eu preciso viver!
Pra aprender tudo
Que devo fazer
E impedir que toda essa gente
Sem querer
Possa valer
Mais do que você!

(Adelaide Costa)

Querido baixinho

Querido baixinho
Ainda recém nascida
Olhei para a minha mãe
E através dos olhos dela
Percebi...
Que vim ao mundo
Só pelo seu amorzinho!

Quando ela sorriu
Tive a certeza, que não só você...
Mas, muitos altinhos me amariam...
Nem que fosse um pouquinho!

Quis crescer
E me tornar altinha
Para poder dar a você
Todo o amor que eu tinha!

Dei
E continuo dando
Amor e calor!
Porque só assim...
Tornar-me-ei uma pessoa feliz
E de grande valor!

(Adelaide Costa)

Viver pra quê?

Viver pra quê?
Pra poder crescer
Desenvolver
Ou quem sabe
Envelhecer?

Dizem
Que a vida é simples
E quem complica
Somos nós!

Será que é por que somos
Inquietos e ansiosos?
Ou simplesmente por querer
Fazer tudo de uma forma veloz?

Não sei
Mas, tenho certeza...
De que pra viver
Precisamos muito aprender!
Não só com a vida
Mas, também...
Com você!

(Adelaide Costa)

Educar não é fácil!

Quis
Ter uma filha
Então, busquei nesta vida...
Uma linda
E graciosa menina!

Com ela
Aprendo todos os dias
Um pouco!
Porque só assim
Não alcançarei os loucos!

Educar
Não é fácil.
Mas, dá prazer!
Por isso me empenho
Com dedicação e carinho
Para um dia...
Eu poder vê-la crescer!

Feliz
Agradeço a vida
Por ter me transformado
Numa verdadeira
Aprendiz!

(Adelaide Costa)

Claro que tem coisa melhor!

Tem coisa melhor?
Que acordar de manhã
Ao lado de quem você quer
E depois...
Tomar um café?

Tem coisa melhor?
Que passar o dia
Com muita alegria?
E cumprir
Com todas as tarefas
Que você tanto queria?

Claro!
Que tem coisa melhor!
Além dessas coisas
A melhor coisa
É ter saúde!
Paz e tranqüilidade
Em todas as idades!

(Adelaide Costa)

Fui assaltada!

Um dia
Fui assaltada!
E sentada
No banco do ônibus
Eu fiquei calada!

Olhando para o mar
Não pude falar!
Então, eu orava...
Louca!
Para me livrar
Daquele lugar!

Mas
Os bandidos insistiram em continuar roubando
Bolsas, relógios, tênis e ouro...
Sem me tirar o couro!

E quando foram embora
Disseram
Que o ônibus inteiro
Não andasse ligeiro!

Ao chegar em casa
Comecei a chorar
GRITAR!
Para desabafar
Aquilo
Que dentro do ônibus
Eu não podia liberar!

(Adelaide Costa)

Um objetivo

O segredo de um objetivo
É não deixar
De perseguir
Até conseguir!

Persistir, insistir e imprimir...
No objetivo
Todos os seus desejos e anseios!

Para que no dia da realização
Possa festejar com grande satisfação
E ainda se sentir campeão!

Um objetivo
Tem que ser realizado!
Sem jamais
Ser desprezado!

Não se desespere
Se ainda não o alcançou!
Pois, é perseguindo...
Que acabará conseguindo!

(Adelaide Costa)

Aprendi a lutar!

Lembro-me
Das dificuldades...
Que vivi.
E pra chegar até aqui
Tive que manobrar
Todas as adversidades!

Não foi muito fácil!
Mas
Aprendi a lutar
E muitas vezes
Cansada
Não tinha vontade de acordar!

De pé
Tinha necessidade de voltar a deitar
E dormir.
Para não precisar pensar!

Entretanto, nem tudo...
Pode ser do jeito que queremos!
Porém, se acreditarmos...
E lutarmos
Com certeza
Obteremos!

(Adelaide Costa)

Os irritantes!

Os irritantes se irritam
Quando não conseguem
Irritar alguém!

Portanto, jamais me irrito...
Com os desvairados
Que vivem
O tempo todo
Descontrolados!

Mal humorados
Se sentem
Inferiores e aterrorizados
Quando imaginam
Que no fundo, no fundo...
Eles são os maiores irritados!

(Adelaide Costa)

Envelhecer ou morrer?

Às vezes, me pergunto:
Tenho medo de envelhecer?
Penso...
E interrogo-me
Envelhecer o corpo?
A mente?
O cabelo?
Ou espiritualmente?

Nada disso!
O meu maior medo
Mesmo
É não poder envelhecer
E conseqüentemente
Morrer!

(Adelaide Costa)

Mulher má!

Uma vez
Eu li
Que a mulher quando é má
Consegue enriquecer!
E conseqüentemente
Se destacar!

Por quê?
Será que ela não tem coração?
Acredito que não!
Mas
Suponho que quando uma pessoa é muito boa
Fica meio a toa
Esquecendo de si
Para poder cuidar de todos
E depois
Se sentir numa boa!

E a mulher
Que é considerada má
Por não querer
Estender a mão
E automaticamente cuidar
Consegue chegar lá!
Porque ao invés de cruzar o olhar
Fixa naquilo que deseja conquistar
Para poder atingir
O topo de um altar!

(Adelaide Costa)

Homem trabalhador

O homem trabalhador
Merece se destacar
Porque é persistente
Valente!
E rala de uma forma
Conveniente!

Ele merece aplausos
Porque é desse tipo de homem
Que o país precisa
Todos os dias
Para não cair numa hemorragia!

Trabalhar...
É honrar com o seu caráter!
Sua dignidade
Integridade
E propósitos
Superando todas a dificuldades
Com muita ética
Sem perder em nenhum instante
A sua criatividade!

(Adelaide Costa)

Guerra Civil ou imbecil?

Existem
Dois tipos de guerra!
A civil
E a imbecil!

A guerra civil
Tem armas, fogo, morte material.
E nenhum homem viril!
Provocando
Durante muitos anos
Perdas e danos!

E a guerra imbecil
É aquela que possui inveja!
Vingança!
Ódio!
Traição!
Disputa por bens materiais
Com mortes espirituais
E o pior de tudo
Que essa guerra só termina
No final da vida
Quando...
O falecimento do corpo se vinga!

(Adelaide Costa)

Acreditar!

Passando por uma livraria
Eu vi um livro
Cujo tema
“Quem acredita sempre alcança”
Será que o motivo maior
É a esperança?

Acho que sim!
Precisamos acreditar
Porque um país onde a economia é instável
Se não levarmos a sério
O que sonhamos e almejamos
Jamais construiremos o nosso império!

Alcançar um objetivo de muitos anos
E que durante todo esse tempo
Houve um trabalho com amor...
E muita criação...
Deve-se ao acreditar
E a grande dedicação!

(Adelaide Costa)

A bela e o belo!

Para uma casa
Ficar bela
Na construção dela
Instala-se primeiro
Nela...
A parte hidráulica
E logo depois...
A parte elétrica!

Logo mais
Vem tinta, azulejos, pisos, chuveiros...
Ah! E as luminárias...
Dentro dos gessos!

E para um garoto
Se transformar num homem belo
Em seu crescimento
Terá que passar pelos feios acontecimentos
Porque só assim...
Chegará a uma certa idade
Com sábias oportunidades
Alcançando a maturidade!

(Adelaide Costa)

Jesus disse!

Jesus disse...
Quando alguém
Bater-lhe do lado direito da face
Dê-lhe o lado esquerdo também!

Ele quis dizer
Quando alguém
Machucar-lhe
Trate-a bem!
Porque só assim
Este alguém
Reconhecerá o mal desnecessário
Que criou para outrem!

E sem muito esforço
Você que se machucou
E não se alterou
Conquistará daquele que te provocou
Um amor verdadeiro
Sem precisar passar
Por um grande terror!

(Adelaide Costa)

Resignação

Fico arrasada!
Quando vejo
Uma pessoa resignada!

Será que ela...
Tem compaixão?
Acredito que não!

A resignação
Está interada com a obstinação
Por conquistar uma paz interior
Que só faz mal ao coração!

(Adelaide Costa)

Difícil mesmo!

Dizem que sou corajosa
Quando subo no palco do teatro
Para fazer um monólogo
De uma hora!

Difícil mesmo!
É viver no palco da vida
Sendo fingida
Com as pessoas
Que não nos acham
QUERIDA!

(Adelaide Costa)

O egoísta e o generoso!

O que seria de um generoso
Se não houvesse um egoísta teimoso?

O egoísta precisa existir
Para o generoso persistir
Nessa generosidade
Que não passa...
De uma grande necessidade!

Um egoísta
Normalmente recebe muito
E oferece pouco
Mas, um generoso...
Jamais dependerá do ato de receber
Para poder oferecer!

(Adelaide Costa)

Minha mãe querida!

Minha mãe querida
Que me deu a vida
E depois me fez gente
Para que eu pudesse ser boa
Ajudando aos carentes!

Ser filha dela...
Às vezes me faz lembrar
De uma aquarela!

E um arco-íris...
Com muitas cores
Ajuda-me a esquecer
Todas as dores!

Obrigada meu Deus!
Pelo amor de mãe
Que o senhor me deu!

(Adelaide Costa)

Ser pai!

O que é ser pai?
Será que é levar para o médico
Quando o filho diz ai?

Ou... Trabalhar pra ganhar dinheiro
E poder comprar o alimento
Para não impedir o seu crescimento?

Ser pai...
É dar carinho, alimentação!
Saúde, amor...
E uma verdadeira educação!

Agradeço ao meu pai
Por ter oferecido-me vida
E me transformado
Numa verdadeira filha!

(Adelaide Costa)

Irmão escorado!

Irmão Dinho
Ordinário, perturbado, escorado!
Porém, bonitinho.

No passado.
Porque hoje...
Com tanto cigarro
Virou um escravo.

E a cerveja!
Tomara que esteja tão quente
Que doa o dente!

Ainda bem...
Que ele é organizado
Com as gavetas do armário
Mas, precisa modificar...
Melhorar!
Para mais tarde
Não se ferrar!

(Adelaide Costa)

A minha irmã chata!

Com a minha irmã...
fofo!
Eu nunca tive ciúme
Porque brigávamos tanto
Que a raiva que eu sentia
Deixava-me fria!

Mas, sempre amei muito...
A minha irmã chata!
Que mesmo sendo ingrata
Eu não queria ficar longe dela
POR NADA!

Pirracenta, rabugenta...
Divertia a todos
Sempre que queria.

Cantar!
Era...
E é...
A sua paixão!
E ouvir a voz dela...
Sempre foi...
E será...
Uma grande emoção!

(Adelaide Costa)

Irmã bacana!

Ana...
Irmã bacana!
Que sempre me ouviu
E sentiu...
Quando Adelaide Sumiu!

Nunca me esqueço
Principalmente quando amanheço
E lembro do cafezinho
E do pão fresquinho!

Eu acordava e preparava
Todos os dias
A sua comidinha
Para que ela pudesse
Ficar quietinha!

Depois...
Saía pelas ruas para passear
E o único problema
É que com a sua bonequinha
Ela queria o tempo todo
BRINCAR!

(Adelaide Costa)

Faz bem!

A gente pra crescer
Tem que se meter
Com quem faz bem
A razão!
E também...
Ao coração!

Fazer bem a razão
É bom...
Porque nos torna uma pessoa lúcida
E com os pés...
Fincados no chão!

E quanto ao coração
Além de triplicar à nossa saúde
Induzindo-nos a ter atitude
Nos deixa cheios de emoção!

(Adelaide Costa)

Meu querido marido!

Meu querido marido...
Que me ajuda
E me incentiva numa vocação que faz parte...
De minha vida!

Quando crio um texto
Ele degusta um vinho
E come queijo... Entortando a boca
Para me deixar louca!

Preocupada...
Eu percebo que o seu maior medo
É ser mais uma peça
Que ele vai ficar
Ainda mais careca!

Ah! Meu marido sabido!
Que me conquista pelo bico
Todas as vezes que eu volto do teatro
Encontro no meu prato
Uma massa cremosa
Que é bastante gostosa!

Agora...
Gostoso mesmo
É deitar ao lado dele
Cansada
Mas, sentindo-se satisfeita!
E depois...
Levantar no dia seguinte
Totalmente refeita!

(Adelaide Costa)

Minha filha!

Alice...
Minha filha
Que me trouxe uma vida
Cheia de cores!
Fazendo eu esquecer...
De todos os temores!

O seu sorriso
O seu jeitinho
O seu beijinho
O seu carinho
E sua alegria
Faz-me sentir mãe
Todos os dias!

Agradeço a Deus
Pela filha querida
Que ele me deu!

(Adelaide Costa)

Arrepios!

Não tem coisa pior
Que uma mulher
Ouvir do homem que ela ama
Elogios... Elogios...
Que às vezes... Dá arrepios!

E logo depois dos elogios
Este homem some
Parecendo que não é...
O mesmo homem!

Ele diz
Que ela é linda!
Mulher!
Mas
Depois dá no pé!

Desaparece!
E quando a encontra novamente
Apaga tudo da mente
A beija... Abraça...
E quando se despede dela
Deixa-a sem graça!

Coitada dessa mulher!
Que quando o reencontra
Não consegue dizer o que quer!

Talvez...
Por vergonha!
Palavra chata
Que atrapalha
Aquela que sonha!

(Adelaide Costa)

Às vezes fria!

Sophia!
Às vezes fria
Por quê?
Será que ela não tem coração?

Tem... Sim!
O problema é que
A sua emoção
Vive entocada
Dentro de si.

Sorria... Sophia!
Que o seu sorriso
Nos traz
Grandes alegrias!

(Adelaide Costa)

Mudo!

No mundo...
Só tem valor
Quem sabe se impor!

Não presta se deitar
Para o povo rolar
Porque quando você acordar
Já lhe tiraram tudo
E ainda te deixaram
Mudo!

(Adelaide Costa)

Olhar o mar!

Olhar o mar...
Faz-me lembrar
Dos momentos
Em que vivi...
Próximo ao Jardim de Alah!

Às vezes
Mal
Eu mergulhava no mar
Com esperança de tudo mudar

Mudou
Para melhor!
Porque orei...
Pra não ficar pior!

E Deus...
Teve dó!

(Adelaide Costa)

Amor!

Quando sentimos amor
Apenas o beijo
Nos traz calor!

Eu tenho pavor
Em não sentir amor!
Porque só o amor
É capaz...
De nos tornar
Um amor!

A vida
Vira vida!
O mar
Nos faz amar!
As flores
Faz esquecermos todas as dores!
Uma criança
Nos traz esperança!
E o olhar de quem a gente ama
Nos dá prazer na cama!

Ah
Sem amor...
Não há calor!
Não há valor!
Não há AMOR!

(Adelaide Costa)

Amor ingrato!

A pior coisa
É você... Amar alguém
E não poder tocar
Ou falar para este alguém
Todo esse amor
Que você tem!

E o pior
É quando esse alguém
Encontra-lhe... E diz...
Que você é linda!

Te admira!
Te olha!
Te diz !
Te diz!
Mas... Você nunca sabe
Se ele realmente
Te quis!

A pior coisa
É surgir um amor
Que nos traz um impacto!
Nos tornando chatos
E antipáticos!
Justamente por causa
Deste amor ingrato!

(Adelaide Costa)

Não podem me tirar...

Podem me tirar
Um trabalho
Um carro
Uma casa
Uma praga!

Podem me tirar
Um filho
Um mito
Uma jóia
Uma bóia!

Podem me tirar
Um marido
Um bandido
Um pai
Um rapaz!

Podem me tirar
Uma mãe
A paz
E até mesmo o cartaz!

Mas, não podem me tirar... Jamais!
As lembranças que estarão presentes
Eternamente
Em minha mente!

(Adelaide Costa)

Ninguém pode!

Alguém pode
Assimilar o comportamento
De um outro alguém!

Alguém pode
Analisar o olhar
De um outro alguém!

Alguém pode
Descobrir algo
Através dos gestos
De um outro alguém!

Alguém pode
Perceber a tristeza ou alegria
De um outro alguém!

Mas
Ninguém pode
Imaginar o que se passa no coração
Ou nos pensamentos
Desse outro alguém!

Que bom!
Que um alguém
Não pode penetrar, totalmente, no íntimo...
De um outro alguém!

(Adelaide Costa)

Castigo do universo!

Por quê?
As coisas boas
Só acontecem na vida da gente
Quando uma coisa que não era muito boa
Voa?

Justamente
Quando o coração está quente
Ardente!
E o corpo todo
Torna-se efervescente!
Parecendo que vai queimar a gente!

Por que?
Uma coisa boa
Acontece quando faltam apenas dois minutos
Para terminar aquela coisa
Que não era muito boa?

Deve ser
Para nos arrasar
Nos maltratar!
E justamente
O que a princípio nos dava arrepios!
Calafrios!
Por ser tudo muito chato
Parecendo um parto
Problemático!

Por que?
Tudo isso
Tem que ser assim mesmo?
Só pode ser castigo do universo
Que é muito esperto!
Registra no tempo
Todas as nossas ações e reações...
Sem esquecer quaisquer
Contratempos!

Até hoje
Eu não sei o por quê?
Perguntamos
Por que isso?
Por que aquilo?
Deve ser
Porque somos ansiosos e vaidosos...
Ou será
Que é porque sempre seremos uns eternos curiosos?

Não sei
Só sei
Que uma coisa boa
Só acontece
Quando a coisa que não era muito boa
VOA!

(Adelaide Costa)

Uma pessoa!

Por que?
Que uma pessoa
Que nunca sonhou em conquistar algo
Conquista?

Por que?
Que uma pessoa
Que nunca sonhou em fazer uma viagem
Faz!
E ainda consegue admirar a paisagem?

E por que será?
Que uma pessoa...
Que sempre consegue esperar
Por aquilo que tanto sonha em praticar
Não consegue nunca realizar?

E ainda assim
Essa pessoa continua acreditando
Esperando chegar num determinado
Fim!

Ah
Eu não sei o por quê
Que essa pessoa consegue ser tão afim
Daquilo que para ela
Não está nem aí!

(Adelaide Costa)

As vogais!

Amar!
Adorar!
Admirar!

Elevar!
Esmerar!
Eternizar!

Imaginar!
Imitar!
Ironizar!

Olhar!
Otimizar!
Orgulhar!

Usar!
Uivar!
Utilizar!

Estas palavras
Que começam com as vogais
Para não perder o cartaz
E ainda se sentir
Algo mais!

(Adelaide Costa)

Quero!

Quero uma imagem
Não quero uma personagem!

Quero um olhar que fala
Não quero uma boca que cala!

Quero um sorriso lindo
Não quero um choro fino!

Quero um amor sem sexo
Não quero um sexo sem amor!

Quero tudo que é bom
Não quero nada que é praga!

Quero viver a vida
Não quero uma vida sofrida!

Quero entrar na contramão
Não quero a ingratidão

Quero ter Deus por perto
Não quero os meus sem teto!

(Adelaide Costa)

No Chile!

Eu estava no Chile
Tomando um vinho
Com o meu marido
Num fim de tarde
Que maldade!

Ele solicitou queijos e pães
E quando o solicitado chegou com a bandeja
Graças a Deus
Não tinha cerveja!

Mas... Na bandeja
Tinha queijos e um...
POCO DE PANES!
Foi realmente uma pane
Para o meu paladar...
Que queria saborear
Pães com queijos
Em pleno jantar!

Tinha flores, passas, nozes e amêndoas!
Ah
Também tinha cordilheiras
Sem lareiras
Porque o calor...
Estava um horror!

Mas
Graças ao nosso SUPERIOR!
O que imperou
Foi o nosso AMOR!

(Adelaide Costa)

Teatro da vida!

A vida é uma arte
Sem comodidades
Pra qualquer idade!

Dizem que o teatro
Está no palco
Pra mim
Está na vida
Pois
Sinto-me numa platéia
Espremida
Por gente
Pertinente
Tentando espremer a gente!

Neste teatro da vida
Assisto comédia
Farsa... Drama...
E tragédia!

Só não consigo aplaudir
Porque quem precisa de aplausos
É o artista
E não
Uma porção de vigaristas!

(Adelaide Costa)

Cabeça de vento com nada dentro!

Eu nem olho...
Se não posso!

Tem gente
Que tem cabeça de vento
Com nada dentro!

Tem gente que se ludibria
Com aquilo que não tinha
Que não tem
E nem nunca terá

Portanto
Precisará lutar
Para se recuperar
Senão
Poderá se prejudicar!

(Adelaide Costa)

Ansiedade!

No passado
Eu sofria de ansiedade do mal!
E ninguém me achava legal!

Vivia num estado de precipitação
Eu me atrapalhava
Não conseguia mover uma palha!

Afobada
Eu negava para mim mesma
O problema
Que queimava!

A mente
Porque era pertinente
E em nenhum momento...
Coerente!

No presente
Eu sofro de ansiedade do bem
E todos me acham zen!

Sou ágil...
Quando preciso resolver um problema
E logo...
Sinto-me sadia!
Tendo a sensação de que me livrei de uma fria!

(Adelaide Costa)

Estão sempre!

Estão sempre
Falando-me
Que eu devia
Continuar montando o espetáculo que deu certo
Porque foi esperto!

Entretanto
Acho que o certo
É o profissional desapegar-se do que hoje é concreto
E apegar-se no próximo trabalho que amanha será concretizado
E conseqüentemente correto!

Para que o artista progrida
Precisa abandonar a preguiça
Criar... Ensaiar...
Direcionar... Montar!
Para que possa trabalhar
E futuramente
Alguém acreditar!

(Adelaide Costa)

Ame!

Ame calado
Mas, ame!

Ame ferrado
Mas, ame!

Ame desprezado
Mas, ame!

Ame o pecado
Mas, ame!

Só não ame
Pra se sentir vingado.

Porque senão
Acabará machucado!

(Adelaide Costa)

Estou nem aí!

Estou nem aí
Pra quem não gosta de mim!

Estou nem aí
Porque sou assim!

Estou nem aí
Se ele não está afim!

Mas
Estou aí
Pra aquele ali
Que sempre sofreu
E viveu...
Pensando em mim!

(Adelaide Costa)

Eu só vi um mendigo!

Passeando pelas ruas de Santiago
No Chile
Eu vi um mendigo
Comendo
Enquanto eu
Estava vivendo!

Conheci ruas lindas
Largas...
E limpas!

O mendigo comia
Um pão enrolado
Estava só com um sapato amarrado
Calça, camisa...
E chapéu amassado!

Passeando pelas ruas de Santiago
No Chile
Eu só vi um mendigo
Parecendo um amigo
Buscando um abrigo!

(Adelaide Costa)

Eu quero... E não quero!

Eu quero...
Uma criança mal criada!

Eu quero...
Uma criança agitada!

Eu quero...
Uma criança danada!

Porque consigo
Colocá-la bem criada
Tranqüilizada
E encantada!

Não quero...
Um adulto... Adultero!

Não quero...
Um adulto com insultos!

Não quero...
Um adulto lúdico!

Porque com este adulto
Não consigo controlá-lo...
UM MINUTO!

(Adelaide Costa)

O sábio!

O sábio não responde
O sábio escuta e esconde
A resposta
Porque para ele
Pouco importa!

A ofensa do outro
Que muitas vezes
Está louco
Com muito pouco!

O sábio é sábio
Por esconder no lábio
O hilário!

O sábio é sábio
Porque para ele
O desafio é ouvir o outro
Sem sentir arrepio!

Eu adoro um sábio
Que mesmo sem ser hilário...
Jamais fica irado
Com os demais
PIRADOS!

(Adelaide Costa)

Tão coração!

Daqui pra frente
Meu...
Pai Celestial
Vai me ajudar
A ser diferente!

Porque o quente
É ficar crente
E conivente
Com a gente!

Sem ligar para um monte de gente
Tão intransigente
Torcendo para nos deixar sem mente!

Não adianta agir
Só com a razão
Pois este mundo
Está cada vez mais cão!

Mas
Como eu sou
Tão coração!
Torço...
Para que o povo
Seja mais emoção!

(Adelaide Costa)

Sou leonina!

Sou leonina!
Adulta.
Determinada... Simpática.
E um pouco menina!

Quando quero algo
Corro atrás...
Até chegar num palco!

Para que todos vejam nesta vida
Que querer é poder
Mesmo que a gente
Saia ferida!

Meu coração
É enorme
Mas se tiver que usar a razão...
Pra estender a mão
Para os que de fome
Morrem

Brigo... E grito!
Para poder mostrar a todos
Que eu não sossego
Enquanto não consigo!

(Adelaide Costa)

Quando alguém mente!

Quando alguém mente
Pensa que está enganando a gente!

Mas... Infelizmente!
Este alguém está enganando
A sua própria mente!

Porque não é inteligente
Se fosse...
Jamais mentiria
Porque o mal
Ele está fazendo
A sua mania!

Em querer
Continuar mentindo pra si mesmo
Alimentando este defeito
Que não produz nenhum efeito!

De bom!
Todavia efeito do mal
Que nos leva a viver...
Um carnaval!

Pois, nos tornamos ridículos!
Tentando disfarçar daqueles
Que às vezes pensam
Que somos limpos!

(Adelaide Costa)

Tento esquecer!

Sabe...
Nunca pensei em ter
E tive
Mas, quando penso...
Acho que realmente não tive!

Sabe...
Às vezes almejo tê-lo
Mas, acho que nunca...
Vou poder realmente ter!

Sabe...
Essa vontade de ter
Ter tido
De tê-lo
Não passa!

Sabe...
O por quê?
Tento esquecer
Porque não vale viver
Pensando naquele
Que comigo
Jamais sentiu
O mesmo prazer!

(Adelaide Costa)

Dissimuladas!

Hoje
Ouvi alguém dizer
Com uma forte expressão...
“Quem olha cara... Não enxerga o coração”

Verdade!
Porque o que tem de gente zen
Fingindo que gosta... Pra viver bem...

São pessoas dissimuladas
Querendo de qualquer jeito
Tomar o lugar
Das mais desejadas!

Que pena!
Porque o que é do homem
Não some
E o que é da mulher
O bicho não quer!

(Adelaide Costa)

Ciúme!

Ciúme...
Que atrapalha
Mas, une!

Ciúme...
Que maltrata
E destrata!

Ciúme...
Que nos deixa
Um trapo
E às vezes antipáticos!

Ah!
Ciúme...
Que ninguém assume!

(Adelaide Costa)

Saudade!

Ainda bem
Que a saudade
Maltrata!
Mas
Não mata!

Porque se a saudade matasse
Ninguém iria querer
Sentir saudade.

A saudade corrói
Destrói... Rói!
Parecendo um rato
Quando quer
Descobrir um buraco!

Ah
Saudade nos deixa um vazio
Parecendo um barril
Com ausência de vinho.

Odeio a saudade
Que não perde uma oportunidade
Quando se trata
De escolher a idade!

(Adelaide Costa)

O impulsivo!

Falam muito
Dos impulsivos
Mas...
Eles que não pensam tanto
Conseguem aliviar os seus prantos!

Agora
Os que só pensam
Estão sempre
Chorando pelos cantos!

Choram
Os que pensam
Porque o risco
É um cisco
Que mete medo
Aos que são cheios de desejos!

Para os impulsivos
Problemas não são dilemas
Por isso
Eles não pensam
Agem!
Para mais tarde...
Poder lembrar de toda a sua
CORAGEM!

(Adelaide Costa)

Você é culpado!

Você é culpado
Por eu gostar de você
O único culpado
Por eu estar pensando em você.

Você me instigou
Provocou
Insinuou
Mas nunca me ligou!

Agora
Eu sofro por não ter você
Que sempre torceu pelo meu querer
E agora o que eu faço
Para deixar de sofrer e pensar em você!

Você é culpado
Por ter me dado um beijo
E vários abraços!

Que eu não esqueço
Porque sei que mereço
Todo o seu cuidado
Que não tem preço!

(Adelaide Costa)

Não quero grude!

Não quero grude
Porque nunca pude
Através de minha atitude
Atingir uma altitude!

O grudento é nojento
Carente... Pertinente...
E antipático!
Porque não se esforça
Para ser simpático!

(Adelaide Costa)

O canalha

Um canalha chega como quem não quer nada!
Anda cheio de marra...
E ainda lhe diz alguma coisa engraçada
Com o intuito de lhe deixar conquistada!

Quando você começa a se interessar...
Ele te leva pra jantar!

O canalha é esperto...
Chama-lhe de querida
Minha vida
Quando alguém não está por perto!

E quando ele percebe
Que você está apaixonada
Te leva pra cama
Proporciona-lhe uma noite maravilhosa!
E ainda diz...
Que você é gostosa!

Depois que o canalha consegue tudo que queria
É aí... Que você percebe que lhe faltou sabedoria
Pois o desgraçado deu no pé...
Deixando-lhe lelé!

(Adelaide Costa)

Homem doidão!

Tudo que um doidão quer
É curtir ou tirar onda
E quando você percebe
Ele fugiu e não pagou a conta!

Ele topa até dividir...
Mas
Assumir uma conta inteira
Só se ela for uma besteira!

O melhor de tudo...
É que ele jamais se estressa
Porque nunca tem pressa!

Fuja de um homem doidão
Pois, logo... logo...
Ele te deixa na mão!

(Adelaide Costa)

O gostoso!

O gostoso...
Sabe que é...
Portanto tem tanta fé
Que acaba conseguindo
A mulher que quer!

O gostoso não precisa se sacrificar
Porque consegue uma fêmea
Sem muito se esforçar!

E o pior...
É que a mulher topa tudo
Com o gostoso
Mesmo que ele não tenha
Dinheiro no bolso!

As meninas sabem
Que o gostoso é galinha
E ainda sim...
Elas torcem
Por uma noitezinha!

Acho que é por isso
Que o gostoso se acha gostoso
Porque ele sempre agarra
UMA
Sem muito esforço!

(Adelaide Costa)

O neurótico!

Livre-se de um neurótico
Pois, ele tem neurose...
Em organizar... Limpar...
Com regra
E sem pressa!

Quando o neurótico
Corrige alguém de algo errado
Ele concerta o pecado
Como um fofo
Ou até mesmo
Como um grosso!

O neurótico é persuasivo
Pois
Ele sempre consegue
Alcançar o seu objetivo!

A vantagem de estar acompanhada
Por um neurótico
É que ele vai sempre se apresentar impecável
Entretanto, se algo der errado
Ele fica logo perturbado!

(Adelaide Costa)

Te quero!

Te quero!
Sem lero-lero...
Te quero!
Com... Ou sem império
Te quero!
Meu mistério...
Te quero!

Não sei o por quê?
Te quero!
Só sei
Que sempre
Te quero!
Com... Ou sem mérito
Te quero!

(Adelaide Costa)


ABX Multimidia
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