Já fui dura
Nua... Crua
Senti-me na rua
Mas
Mesmo assim
Admirei a lua!
Pensei que a minha vida...
Daria um nó
Ou se transformaria num pó
Porque não vi ninguém com dó
Mas
Mesmo assim
Encontrei o sol!
(Adelaide Costa)
Ter ou ser?
O mal do mundo
É só pensar
No poder!
A humanidade
Cheia de vaidade
Tem que esquecer
O termo
Chamado ter!
Todavia
O que traz prazer
E sucesso
Ainda que momentâneo
É o termo
Ser! (Adelaide Costa)
Que praga!
Um homem
Sempre pode tudo!
E a mulher
Nunca pode nada!
Talvez
A culpa...
Seja da própria mulher
Que não sabe se impor
Perante aquilo...
Que quer!
Quando um homem
Faz e se satisfaz
Fica tudo em paz!
Mas, quando a mulher...
Busca se satisfazer
Pra encontrar...
Este mesmo prazer
Ele a maltrata, destrata...
E ainda espalha
Para que todos saibam de sua falha!
E quando todos ficam sabendo
A mulher passa a ser descriminada
E encostada!
A mulher sofre
Não dorme... Não corre...
Mas, morre!
De vergonha...
Por se sentir execrada...
Que praga!
(Adelaide Costa)
Dinheiro chato!
Dinheiro chato!
Que compra tudo
E ao mesmo tempo
Destrói uma relação de fato!
As pessoas lutam!
Um...
Consegue muito
Outro...
Consegue pouco.
Mas, o que interessa mesmo...
É o dinheiro no bolso!
Pobreza jamais!
Porque só a riqueza
É capaz
De atrair...
Uma pessoa de cartaz!
(Adelaide Costa)
Guerra Civil ou imbecil?
Existem
Dois tipos de guerra!
A civil
E a imbecil!
A guerra civil
Tem armas, fogo, morte material.
E nenhum homem viril!
Provocando
Durante muitos anos
Perdas e danos!
E a guerra imbecil
É aquela que possui inveja!
Vingança!
Ódio!
Traição!
Disputa por bens materiais
Com mortes espirituais
E o pior de tudo
Que essa guerra só termina
No final da vida
Quando...
O falecimento do corpo se vinga!
(Adelaide Costa)
Difícil mesmo!
Dizem que sou corajosa
Quando subo no palco do teatro
Para fazer um monólogo
De uma hora!
Difícil mesmo!
É viver no palco da vida
Sendo fingida
Com as pessoas
Que não nos acham
QUERIDA!
(Adelaide Costa)
Não podem me tirar...
Podem me tirar
Um trabalho
Um carro
Uma casa
Uma praga!
Podem me tirar
Um filho
Um mito
Uma jóia
Uma bóia!
Podem me tirar
Um marido
Um bandido
Um pai
Um rapaz!
Podem me tirar
Uma mãe
A paz
E até mesmo o cartaz!
Mas, não podem me tirar... Jamais!
As lembranças que estarão presentes
Eternamente
Em minha mente!
(Adelaide Costa)
Quero!
Quero uma imagem
Não quero uma personagem!
Quero um olhar que fala
Não quero uma boca que cala!
Quero um sorriso lindo
Não quero um choro fino!
Quero um amor sem sexo
Não quero um sexo sem amor!
Quero tudo que é bom
Não quero nada que é praga!
Quero viver a vida
Não quero uma vida sofrida!
Quero entrar na contramão
Não quero a ingratidão
Quero ter Deus por perto
Não quero os meus sem teto!
(Adelaide Costa)
O sábio!
O sábio não responde
O sábio escuta e esconde
A resposta
Porque para ele
Pouco importa!
A ofensa do outro
Que muitas vezes
Está louco
Com muito pouco!
O sábio é sábio
Por esconder no lábio
O hilário!
O sábio é sábio
Porque para ele
O desafio é ouvir o outro
Sem sentir arrepio!
Eu adoro um sábio
Que mesmo sem ser hilário...
Jamais fica irado
Com os demais
PIRADOS!
(Adelaide Costa)
O canalha
Um canalha chega como quem não quer nada!
Anda cheio de marra...
E ainda lhe diz alguma coisa engraçada
Com o intuito de lhe deixar conquistada!
Quando você começa a se interessar...
Ele te leva pra jantar!
O canalha é esperto...
Chama-lhe de querida
Minha vida
Quando alguém não está por perto!
E quando ele percebe
Que você está apaixonada
Te leva pra cama
Proporciona-lhe uma noite maravilhosa!
E ainda diz...
Que você é gostosa!
Depois que o canalha consegue tudo que queria
É aí... Que você percebe que lhe faltou sabedoria
Pois o desgraçado deu no pé...
Deixando-lhe lelé!